Dizem que em uma pequena cidade do interior chegou um circo. Logo no dia seguinte o leão fugiu, e a cidade entrou em pânico. A população em polvorosa se tranca dentro de suas casas. O comércio fecha. As escolas também. Ninguém entra ninguém sai. Logo começou a faltar mantimentos. Nenhum entregador se atrevia a desafiar o perigo. Aos doentes faltavam os remédios. A situação ficou desesperadora. As ruas desertas. Toda a vida havia parado. Quando parecia que nada ia mudar, surge um sujeito e diz que tem que resolver o problema. Sai à caça do leão e logo em seguida se depara com a fera. Entra em luta corporal com o bicho e trava com ele uma luta de vida ou morte. Após horas, consegue matá-lo. Arrastando-se, chega à praça principal de proclama a boa notícia: o leão está morto. A cidade comemora. Todos se dirigem ao homem e o cumprimenta. Seus inúmeros ferimentos são tratados. Um braço quase foi arrancado. As costas em carne viva. No meio da festança de liberdade, surge um repórter. Abre caminho entre as várias pessoas que cercam o herói, e chegando a ele se apresenta:
- Muito prazer. Sou repórter e vim fazer uma matéria especial com o senhor. Meus parabéns. O senhor é um verdadeiro herói. Nosso jornal já reservou um espaço na primeira página, com fotos coloridas.
O homem tímido, diz que não há necessidade para aquilo. Fez o que tinha que ser feito.
O repórter insiste e diz que aquela atitude é para poucos e que o homem com certeza vai entrar para a história.
Vamos começar? Pergunta o repórter.
Tá bom. Responde o homem com cara de dor.
Em seguida têm início as perguntas.
Repórter: o senhor trabalha em quê?
Homem: sou policial.
Repórter (com cara de susto) : Como?
Homem: sou policial.
Repórter: Sim. Compreendo. Mas mais horas vagas o senhor faz um bico? Certo?
Homem: Não. Sou apenas policial.
Repórter: Não trabalha como segurança particular?
Homem: Não.
Repórter: Não dirige táxi?
Homem: Não.
Repórter: Não faz cobranças?
Homem: Não.
Repórter: Não faz algum tipo de venda nas horas vagas?
Homem: Não.
Repórter: Ok. Muito obrigado e mais uma vez meus parabéns.
O homem olha para seu entrevistador e pergunta: Já vai? E a tal da entrevista.
O repórter sorridente diz que tudo está na sua cabeça. Despede-se e vai embora.
No dia seguinte, o jornal tem a seguinte manchete na primeira página em letra garrafal:
LEÃOZINHO INDEFESO COVARDEMENTE ASSASSINADO.
- Muito prazer. Sou repórter e vim fazer uma matéria especial com o senhor. Meus parabéns. O senhor é um verdadeiro herói. Nosso jornal já reservou um espaço na primeira página, com fotos coloridas.
O homem tímido, diz que não há necessidade para aquilo. Fez o que tinha que ser feito.
O repórter insiste e diz que aquela atitude é para poucos e que o homem com certeza vai entrar para a história.
Vamos começar? Pergunta o repórter.
Tá bom. Responde o homem com cara de dor.
Em seguida têm início as perguntas.
Repórter: o senhor trabalha em quê?
Homem: sou policial.
Repórter (com cara de susto) : Como?
Homem: sou policial.
Repórter: Sim. Compreendo. Mas mais horas vagas o senhor faz um bico? Certo?
Homem: Não. Sou apenas policial.
Repórter: Não trabalha como segurança particular?
Homem: Não.
Repórter: Não dirige táxi?
Homem: Não.
Repórter: Não faz cobranças?
Homem: Não.
Repórter: Não faz algum tipo de venda nas horas vagas?
Homem: Não.
Repórter: Ok. Muito obrigado e mais uma vez meus parabéns.
O homem olha para seu entrevistador e pergunta: Já vai? E a tal da entrevista.
O repórter sorridente diz que tudo está na sua cabeça. Despede-se e vai embora.
No dia seguinte, o jornal tem a seguinte manchete na primeira página em letra garrafal:
LEÃOZINHO INDEFESO COVARDEMENTE ASSASSINADO.
Comentários