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Carlos Lessa

Em seu artigo "O negócio do ócio", JB 17/08, o presidente do BNDES, senhor Carlos Lessa, colocou a seguinte frase: "a polícia medíocre que nos assiste.." para frisar inclinação do povo carioca para a paz e o divertimento. Segundo os dicionários, medíocre é sofrível, vulgar, ordinário, aquele que tem pouco merecimento. Dada à importância de uma polícia eficiente em um estado democrático, e em possuindo o senhor Carlos Lessa, a chave de um cofre abarrotado de dinheiro público, que em muitas ocasiões vai parar em contas secretas nas Ilhas Cayman, gostaria de solicitar ao digno presidente que desse uma ajudazinha a nossa polícia, contribuindo para a sua melhoria, e diminuindo a sua mediocridade. Poderia começar com uma linha de crédito para compra de casa própria dos policiais. Muitos destes gostariam de freqüentar o curso superior de Gestão de Segurança Pública, porém as mensalidades, R$ 235, 37, quase 20% do salário, pagas a uma universidade particular, torna o projeto inviável. US$ 8.000,00 (oito mil dólares) cerca de R$ 24.000,00, o que equivale dois anos de salário, é quanto custa um curso de um mês para especialização de segurança em Israel. Daria para o BNDES entrar com algum? É Caro? Então que tal R$ 300,00 por mês para assinatura de revistas e compra de livros necessários à atualização profissional? Toda e qualquer ajuda será muito bem recebida, tenho certeza. Medíocres, senhor Carlos Lessa, somos todos nós, que não nos envergonhamos de cruzar as avenidas da cidade em carros de luxo, comprados com o dinheiro público, e baixamos a cabeça para não ver esqueléticas crianças desnudas mendigando ao frio.
Aurilio Nascimento

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