O Ministro Gilmar Mendes em entrevista a um programa na TV, afirmou: “atrapalhamos sim o governo Bolsonaro, mas foi por uma boa causa”, justificou ao final. Em um julgamento sobre censura, a Ministra Carmem Lúcia declarou em seu voto: “sou radicalmente contra a censura, porém, neste caso vou abrir uma exceção”, ignorando desta forma o que prescreve a Constituição Federal. “Já vivemos em um parlamentarismo”, afirmou em outra ocasião o Ministro Dias Toffoli, sem nenhum constrangimento, ignorando também que a Constituição Federal estabelece a forma de governo como presidencialista. “Perdeu mané”. Com esta frase o Ministro Barroso rebateu ao vivo um cidadão que o questionou, usando uma expressão típica de assaltantes do Rio de Janeiro, quando esfregam uma pistola no rosto de uma vítima. Antes, o mesmo ministro foi até o congresso convencer os parlamentares a não aprovarem o voto impresso, e na saída, cercado de jornalistas, relatou parte de sua conversa com um parlamentar: “eu disse para ele, eleição não se ganha, se toma”
.O “atrapalhamos sim o governo Bolsonaro, mas foi por uma boa causa”, consistiu em uma série de determinações judiciais diárias, algumas com intervalos de horas, objetivando brecar a administração do país, criar dificuldades, humilhar. Nomeações exclusivas do presidente, foram imediatamente cassadas pelo STF, decretos anulados, acusações pífias e sem fundamentos jurídicos, tornaram-se processos, proibições de uso de filmagens, proibição de exibição da bandeira nacional, proibição de transmitir entrevistas do Palácio do Planalto, opinião passou a ser crime, tudo sob argumento de defesa da democracia. Um inquérito para investigar um crime inexistente na lei foi instaurado no STF, e está servindo até hoje como motivo para perseguição aos apoiadores da direita e especificamente apoiadores de Bolsonaro. Páginas e canais na Internet são proibidos e desmonetizados, prisões que deixariam os nazistas ruborizados são decretadas. Passaportes cassados, jornalistas independentes perseguidos fugiram do país, as redes sociais vigiadas, tudo sob o argumento de defesa da democracia, e com o beneplácito de grande parte da mídia, a qual perdeu o senso do ridículo criando manchetes bizarras, como “Desemprego é alto, mas ainda é baixo”, “governo despiora”
Não bastou trabalhar com afinco para colocar o ex-presidiário na presidência. A segunda fase está em andamento: impedir a todo custo que os adversários tenham alguma possibilidade de retornarem; eliminar os que foram eleitos, e tornar Bolsonaro inelegível. O que está acontecendo no Brasil é uma guerra assimétrica, chamada “Lawfare”, junção das palavras inglesas law, (lei), e wafare, (guerra). O uso da lei ao arrepio dos princípios morais e legais, como arma de guerra assimétrica não é novidade. Em “O Príncipe”, Maquiavel afirmou que existe duas maneiras de lutar e obter o poder: Pela força ou manipulando as leis. As manobras de “lawfare” compreendem: Abuso do direito com o objetivo de prejudicar o adversário denegrindo sua reputação; impedir e retaliar as tentativas do adversário de obter reconhecimento de seus direitos perante a justiça; Constranger o adversário utilizando a imprensa, noticiando a instauração de processos sem fundamentos jurídicos; Questionar na justiça toda e qualquer ação administrativa do adversário por mais simples que seja; Promover seguidamente processos contra o adversário, e assim abalar a confiança popular no governo; Sempre promover a aparência de legalidade nas ações contra o adversário. Algumas destas condutas parece familiar?
Basicamente guerra assimétrica é o confronto armado entre dois exércitos e um deste possui poderio bélico imensamente superior ao oponente. A “lawfare” ou guerra jurídica é uma guerra assimétrica, pois um dos oponentes detém todo o poder sobre as leis, podendo manipular, inventar, prender, processar, cassar direitos, sob o argumento de que é pela democracia, pelo bem da nação. Isto foi confessado pelo Ministro Gilmar Mendes. “Atrapalhamos o governo Bolsonaro, mas foi por uma boa causa”. Desde sempre nosso país foi dominado por uma elite gananciosa, ladra, desprovida de moralidade, arrogante, pretenciosa. A grande mudança parecia chegar com a operação Lava-Jato, e um presidente honesto. Boa parte daquela elite foi presa, fugiu, devolveu bilhões, o submundo pútrido onde viviam foi colocado ao sol, e isto era intolerável para eles. A reação chegou.
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