Ao encerrar a última aula do curso para detetives, o velho professor pediu que os alunos guardassem bem, aquela frase: é preferível cem culpados soltos a um único inocente preso ou acusado.
Uma acusação sem fundamento, por meras suspeitas, além de constranger, traumatiza, marca para sempre de forma indelével. Faz brotar com vigor um sentimento de revolta, de vingança. Cada ato de injustiça é um ato de canibalismo da dignidade humana, e retrocedem-se as trevas, fomenta-se o ódio, já que, para o perdão da injustiça, necessário se faz o pedido de desculpas.
O sentimento de justiça é que nos leva a insistir no combate ao cinismo que tomou conta de boa parte da sociedade, sabe-se lá com quais objetivos, quando sem um mínimo de respeito, vozes, grupos e entidades, apoiam acusações levianas contra policiais. Por isto volto ao tema.
Em 13 de agosto, no Parque Proletário da Penha, Laércio Hilário da Luz Neto, de 17 anos, foi encontrado morto sobre uma laje. Imediatamente, e sem nenhum indício, por mínimo que fosse, os policiais da UPP local foram acusados da morte. Incentivados por traficantes, a turba foi às ruas, queimando ônibus, apedrejando, destruindo uma viatura policial. Boa parte da cidade ficou paralisada pelo tumulto. No enterro do rapaz, buzinaço, pedidos de vingança contra os policiais. Um funk em homenagem ao morto foi criado. Dois mil alunos da rede púbica ficaram sem aulas.
Dez dias depois, o laudo complementar de necropsia, aponta as causas da morte do jovem Laércio, como naturais, sem violência. E agora? Cadê as desculpas? Quem vai pagar a viatura policial destruída? E os ônibus queimados? Quem vai se desculpar pelos transtornos causados?
Ninguém pode exigir respeito por seus direitos, se não respeita direitos alheios.
As dez pragas do Egito. Ramsés II governou o Egito entre 1213 e 1279 AC. Os faraós tinham certeza que eram deuses, e podiam dominar tudo, fazer o que bem desse em suas cabeças. Não haveria outro poder, eles eram o poder supremo na terra, e do universo. Com este pensamento, Ramsés II dominou e escravizou os hebreus. Mas, Deus não ficou satisfeito e nem aceitou a arrogância do faraó. Para forçar a libertação da escravidão dos hebreus do Egito, Deus enviou mensagens, avisando Ramsés que não era bem assim, ele deveria libertar os hebreus. Ramsés II nem ligou, e dobrou a aposta. Deus então mostrou o seu poder, enviado dez pragas ao Egito, para enquadrar Ramsés. Na primeira transformou as águas do rio Nilo em sangue. Depois enviou pragas de rãs, moscas e piolhos para atazanar a vida de todos. Em seguida uma doença que matou todo o gado, nuvens de gafanhotos, uma chuva de pedras, a escuridão, e ao fim a morte de todos os primogênitos. Ramsés certamente coçou sua careca, con...
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