Não são os erros de nossa caminhada que nos ensina, são os acertos. Quem erra desisti, ou vai tentar mais uma vez, logo, o risco do fracasso dobra. Quem acerta continua, o risco ficou apenas naquela tentativa que deu certo. Acertamos quando nos permitimos perdoar. Mais o que devemos perdoar? Primeiramente a nós mesmos, pelos erros e atitudes que eram previsíveis, mas a cegueira da liberdade de escolha, da certeza do livre-arbítrio sem prestação de contas a ninguém, nos levou a uma decisão questionável, mesmo que o inconsciente nos tenha alertado, ignorando a certeza do tempo, o imutável paradigma do destino, cercado de mistérios, mas com claros sinais de como será no futuro, como uma manhã de céu azul, que indica um dia de sol forte. Depois de perdoar a si mesmo, o mais difícil se apresenta: perdoar ao outro.
Precisamos de uma nova Torre babel. Em Gênesis 11.1-9, encontra-se a explicação para o que ficou conhecido como “ A torre de Babel. Depois do dilúvio, toda a humanidade falava a mesma língua. Um grupo chegou a uma planície e ali resolveram criar uma cidade e um grande torre, a qual atingiria os céus. Deus considerou aquilo uma arrogância, e decidiu então confundir a linguagem. Desta forma, os construtores da torre passaram a não entender o que cada um falava, e a construção tornou-se impossível. O grupo dividiu-se e os que entendiam uns aos outros, se espalharam pela terra. Hoje parece que se repete a arrogância. As novas tecnologias praticamente tornaram o idioma único. Ninguém precisa falar mandarim, árabe, inglês ou qualquer outro idioma para saber o que foi dito. Basta usar um tradutor automático. Assim os humanos mais uma vez tornaram-se arrogantes, presunçosos, prepotentes. Querem nos convencer a qualquer custo de que a natureza erra, a biologia p...
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