Um dos primeiros atos do governo Lula foi à criação do programa de fome zero. Festejado, criticado, debatido e ainda não iniciado, o programa nada tem de original. Espelhado no programa de tolerância zero, contra a violência, criado pelo ex-prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, pelo menos no titulo, o fome zero, como tudo que e copiado nunca sai igual ao original, mesmo que seja apenas uma adaptação.
Disse-me certa ocasião um professor de economia, que o estado não é fêmea, não pode parir nada. O estado é uma entidade simples, recolhe, estabelece prioridades e investe, para em seguida recolher mais. A esse modelo simples chamamos desenvolvimento. Digo aqui, e espero que se registre: o fome zero do governo Lula não vai adiante. Seus efeitos serão mínimos.
Em seu discurso, Lula afirmou que, se ao fim do seu governo, cada brasileiro tiver oportunidade de fazer três refeições ao dia, ele se daria por satisfeito. Concordo plenamente com a proposta. Ocorre, que para se chegar a tal situação, há necessidade de um grande volume de dinheiro. Mas o estado não possui varinha mágica para fazer aparecer na mesa dos famintos comida diariamente. Antes do fome zero, há que existir e funcionar a captação do dinheiro para sua implementação.
Endividado, trôpego nas finanças, sem recursos para investir, e ainda sem saber as conseqüências de uma guerra no oriente médio, pergunta-se: de onde vai sair o precioso dinheiro para a grande tarefa? Corte de investimento? Aumento de arrecadação? Se já investe pouco ou quase nada, não há como cortar. A carga de impostos, a maior do mundo, torna inviável tal aumento. Então, que tal um programa de roubo zero? O roubo zero se aproximaria mais do original, Tolerância zero, idealizado por Rodolf Guilliani, e que teve resultados satisfatórios, pois o cerne da questão serial igual: o crime. No nosso caso, o crime do colarinho branco.
O que aconteceria se o governo eleito com 57% do votos estipulasse como prioridade um programa de roubo e desperdício zero dos recursos públicos? Vou arriscar uma resposta: seria sabotado, talvez derrubado.
Se nos dispusermos a investigar a historia de nosso pais, vamos constatar que o roubo é a mola mestra de todos os governos. Querem um exemplo? Respire fundo, tenha um pouco de paciência. Nos concentramos no fim da década de oitenta ate os dias atuais. A lista e aleatória, e não engloba todas as falcatruas.
- Perda de dinheiro publico pelo Banco Central no episodio BM&F: R$ 7,6 bilhões;
- Roubo na CAXIEGO, Goiás: R$ 11.630,000,00;
- Banco Nacional: R$ 10.000.000.000,00 (apenas dez bi);
- Polonetas: (compra de papeis podre): R$ 2.000.000.000,00 (mixaria de dois bi);
- INSS (1) apenas um dos muitos: US$ 35.000.000,00
- INSS (2) Georgina: R$ 600.000.000,00
- INSS (3): US$ 65.000.000,00
- INCRA: R$ 2,3 bi
- Banco Econômico: R$ 723 milhões
- Rodovia Imigrantes: US$ 1,2 bi
- Previdência: R$ 180 milhões
- Proer : R$ 21,9 bi
- STJ Brasília: US$ 172 milhões
- Banacre: R$ 2,2 milhões
- Secretaria de comunicações de Goiás: R$ 870 mil (uma pequena esmola)
- SUDAM: R$ 2,00 bi
- Lalau: R$ 165,000.000,00 (por baixo)
- Silverinha: US$ 35 milhões (ate agora)
- SUDENE: R$ 1,4 bi
- FAT: 4,5 milhões
- PROER: R$ 21,9 bi
Quer mais? Como nossas calculadoras não comportam tantos zeros, ficamos apenas com a lista acima que estimam valores e listamos abaixo outros roubos/desvios de dinheiro publico:
- Coroa/Brastel;
- SulBrasileiro
- Comind
- Banco Auxiliar
- Maisonave
- Bamerindus
- Mercantil PE
- Banorte
- Martinelli
- Banespa
- Escândalo da Mandioca
- Encol
- Banerj
- Escândalo das Quentinhas/RJ
- Capemi
- Os poços do Inocêncio Oliveira
- Os anões do orçamento
- Ferrovia Norte/Sul
- Ferrovia do Aço
- Gráfica do Senado
- LBA
- Anistia aos usineiros de Alagoas
- esquema Collor/PC
- Máfia dos fiscais SP
- Escândalo dos Bingos
- Caderneta Delfim
- DNER
- Precatórios,
- Privatizações (no período de clímax das privatizações, cerca de 128 bilhões de dólares deixou o pais de forma ilegal, via Foz de Iguaçu).
Ufa, melhor parar por aqui. Ainda tem os que não foram descobertos. Tenho leve suspeita do motivo pelo qual os americanos não nos permitem ter computadores de grande porte. Aqueles que são capazes de fazer cálculos astronômicos: será que é para que não possamos descobrir quanto realmente se rouba no Brasil? Acho que sim. Se fosse possível quantificar todo o dinheiro público roubado no país, com certeza, até os mortos sairiam do túmulos para protestar.. E uma revolta popular é algo que não interessa nem aos americanos, pelo menos no momento.
Um programa de roubo zero colocaria recursos disponíveis para, em vez de dar o peixe, ensinar a pescar. Entretanto, nenhum governo foi até à presente data, capaz de aniquilar o coração desta Hidra, muito menos o governo Lula, o qual já acenou com afagos políticos até para o satanás, muito embora tenha tido 57% dos votos. Os caciques do poder, mesmos os novatos, sabem que essa historia de que todo poder emana do povo e em seu nome e exercido, é muito bonito no papel. Na prática o que funciona mesmo e o toma lá da cá.
Aurilio Nascimento
Janeiro/03 Rio de Janeiro
Disse-me certa ocasião um professor de economia, que o estado não é fêmea, não pode parir nada. O estado é uma entidade simples, recolhe, estabelece prioridades e investe, para em seguida recolher mais. A esse modelo simples chamamos desenvolvimento. Digo aqui, e espero que se registre: o fome zero do governo Lula não vai adiante. Seus efeitos serão mínimos.
Em seu discurso, Lula afirmou que, se ao fim do seu governo, cada brasileiro tiver oportunidade de fazer três refeições ao dia, ele se daria por satisfeito. Concordo plenamente com a proposta. Ocorre, que para se chegar a tal situação, há necessidade de um grande volume de dinheiro. Mas o estado não possui varinha mágica para fazer aparecer na mesa dos famintos comida diariamente. Antes do fome zero, há que existir e funcionar a captação do dinheiro para sua implementação.
Endividado, trôpego nas finanças, sem recursos para investir, e ainda sem saber as conseqüências de uma guerra no oriente médio, pergunta-se: de onde vai sair o precioso dinheiro para a grande tarefa? Corte de investimento? Aumento de arrecadação? Se já investe pouco ou quase nada, não há como cortar. A carga de impostos, a maior do mundo, torna inviável tal aumento. Então, que tal um programa de roubo zero? O roubo zero se aproximaria mais do original, Tolerância zero, idealizado por Rodolf Guilliani, e que teve resultados satisfatórios, pois o cerne da questão serial igual: o crime. No nosso caso, o crime do colarinho branco.
O que aconteceria se o governo eleito com 57% do votos estipulasse como prioridade um programa de roubo e desperdício zero dos recursos públicos? Vou arriscar uma resposta: seria sabotado, talvez derrubado.
Se nos dispusermos a investigar a historia de nosso pais, vamos constatar que o roubo é a mola mestra de todos os governos. Querem um exemplo? Respire fundo, tenha um pouco de paciência. Nos concentramos no fim da década de oitenta ate os dias atuais. A lista e aleatória, e não engloba todas as falcatruas.
- Perda de dinheiro publico pelo Banco Central no episodio BM&F: R$ 7,6 bilhões;
- Roubo na CAXIEGO, Goiás: R$ 11.630,000,00;
- Banco Nacional: R$ 10.000.000.000,00 (apenas dez bi);
- Polonetas: (compra de papeis podre): R$ 2.000.000.000,00 (mixaria de dois bi);
- INSS (1) apenas um dos muitos: US$ 35.000.000,00
- INSS (2) Georgina: R$ 600.000.000,00
- INSS (3): US$ 65.000.000,00
- INCRA: R$ 2,3 bi
- Banco Econômico: R$ 723 milhões
- Rodovia Imigrantes: US$ 1,2 bi
- Previdência: R$ 180 milhões
- Proer : R$ 21,9 bi
- STJ Brasília: US$ 172 milhões
- Banacre: R$ 2,2 milhões
- Secretaria de comunicações de Goiás: R$ 870 mil (uma pequena esmola)
- SUDAM: R$ 2,00 bi
- Lalau: R$ 165,000.000,00 (por baixo)
- Silverinha: US$ 35 milhões (ate agora)
- SUDENE: R$ 1,4 bi
- FAT: 4,5 milhões
- PROER: R$ 21,9 bi
Quer mais? Como nossas calculadoras não comportam tantos zeros, ficamos apenas com a lista acima que estimam valores e listamos abaixo outros roubos/desvios de dinheiro publico:
- Coroa/Brastel;
- SulBrasileiro
- Comind
- Banco Auxiliar
- Maisonave
- Bamerindus
- Mercantil PE
- Banorte
- Martinelli
- Banespa
- Escândalo da Mandioca
- Encol
- Banerj
- Escândalo das Quentinhas/RJ
- Capemi
- Os poços do Inocêncio Oliveira
- Os anões do orçamento
- Ferrovia Norte/Sul
- Ferrovia do Aço
- Gráfica do Senado
- LBA
- Anistia aos usineiros de Alagoas
- esquema Collor/PC
- Máfia dos fiscais SP
- Escândalo dos Bingos
- Caderneta Delfim
- DNER
- Precatórios,
- Privatizações (no período de clímax das privatizações, cerca de 128 bilhões de dólares deixou o pais de forma ilegal, via Foz de Iguaçu).
Ufa, melhor parar por aqui. Ainda tem os que não foram descobertos. Tenho leve suspeita do motivo pelo qual os americanos não nos permitem ter computadores de grande porte. Aqueles que são capazes de fazer cálculos astronômicos: será que é para que não possamos descobrir quanto realmente se rouba no Brasil? Acho que sim. Se fosse possível quantificar todo o dinheiro público roubado no país, com certeza, até os mortos sairiam do túmulos para protestar.. E uma revolta popular é algo que não interessa nem aos americanos, pelo menos no momento.
Um programa de roubo zero colocaria recursos disponíveis para, em vez de dar o peixe, ensinar a pescar. Entretanto, nenhum governo foi até à presente data, capaz de aniquilar o coração desta Hidra, muito menos o governo Lula, o qual já acenou com afagos políticos até para o satanás, muito embora tenha tido 57% dos votos. Os caciques do poder, mesmos os novatos, sabem que essa historia de que todo poder emana do povo e em seu nome e exercido, é muito bonito no papel. Na prática o que funciona mesmo e o toma lá da cá.
Aurilio Nascimento
Janeiro/03 Rio de Janeiro
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