A morte escolhe os mais fracos.
Minutos depois que adentrou ao hospital particular, levando o seu irmão menor de idade, em coma provocada pela diabetes, o homem foi levado para uma sala, finamente decorada. A mulher sentada na mesa de madeira de lei, vestia roupas caras, e ostentava jóias, que se reunidas, compraria um bom apartamento. Com voz calma, a mulher iniciou a conversa, dizendo:
- Estou notando que o senhor é uma pessoa humilde, e este é um hospital particular e muito caro. O senhor vai ter condições de pagar o tratamento de seu irmão?
O homem olhou para a mulher, a visão por um instante ficou turva. As palavras dela pareciam facas cravadas no seu peito. Ele percorreu a sala com um olhar, até que se deparou com os três porta-retratos. No primeiro, a mulher que estava sentada a sua frente, mostrava um grande sorriso, ladeada por dois adolescentes. Foi tirada em algum lugar com muita neve. No segundo, além da mulher havia um homem. Era seu marido. Foi tirada na Disney. A terceira fotografia foi tirada em uma farta mesa. O homem respirou fundo, e perguntou a mulher se eram seus filhos. Ela deu um leve sorriso, virou-se em direção as fotografias, e disse que sim, eram seus filhos e seu marido.
Com voz quase rouca, o homem falou então para a mulher, olhando em seus olhos:
- Preste bem atenção no que vou lhe dizer. Se o meu irmão for levado daqui para um hospital público e morrer, porque não tenho o seu dinheiro agora, eu vou matar seus filhos na sua frente, e depois vou lhe matar. Quero que quando a senhora chegar ao inferno leve a última imagem que viu em vida: seus filhos sendo mortos. E não será uma morte rápida. Vou cortar o pescoço de cada um deles. Eu não tenho o seu dinheiro agora, mas vou arranjar. Não sei se alguém vai me emprestar; não sei se tenho bens suficientes para vender; não sei se vou roubar. Mas tenha certeza que vou arrumar o seu dinheiro. Enquanto isto mande tratar o meu irmão.
O homem se levantou e foi embora. A mulher ficou muda com os olhos arregalados.
Um mês depois o paciente deixou o hospital. O homem assinou promissórias, deu cheques pré-datados. Por quase seis meses pagou a imensa dívida. Vendeu carro, arranjou empréstimos.
Na semana que passou um alto funcionário do governo, morreu em Brasília por falta de atendimento médico. Existe a hipótese de que não teria sido atendido em hospitais particulares por causa da cor de sua pele: ele era negro. Por mais que os responsáveis apresentem suas versões, nenhuma vai resistir a mais elementar análise. Quem procura socorro médico, deve ser imediatamente atendido, não importa se o estabelecimento faz parte da rede de credenciados de um plano de saúde. A vida é maior bem e este bem deve ser preservado a qualquer custo.
As dez pragas do Egito. Ramsés II governou o Egito entre 1213 e 1279 AC. Os faraós tinham certeza que eram deuses, e podiam dominar tudo, fazer o que bem desse em suas cabeças. Não haveria outro poder, eles eram o poder supremo na terra, e do universo. Com este pensamento, Ramsés II dominou e escravizou os hebreus. Mas, Deus não ficou satisfeito e nem aceitou a arrogância do faraó. Para forçar a libertação da escravidão dos hebreus do Egito, Deus enviou mensagens, avisando Ramsés que não era bem assim, ele deveria libertar os hebreus. Ramsés II nem ligou, e dobrou a aposta. Deus então mostrou o seu poder, enviado dez pragas ao Egito, para enquadrar Ramsés. Na primeira transformou as águas do rio Nilo em sangue. Depois enviou pragas de rãs, moscas e piolhos para atazanar a vida de todos. Em seguida uma doença que matou todo o gado, nuvens de gafanhotos, uma chuva de pedras, a escuridão, e ao fim a morte de todos os primogênitos. Ramsés certamente coçou sua careca, con...
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