Tirava onda, se achava o valentão;Bem-te-vi não sabia;
Ia morrer no valão.
Dez cabras machos,
Cheios de disposição,
Esperaram a hora certa,
E explodiram o bobalhão.
Foi tiro pra todo lado,
Uma batalha do cão,
Magvaiver jogou granada,
Deixou tonto o vacilão.
Bem-te-vi olhou pra cima,
E começou a chorar,
Era o Sena e o Robinho,
Que não paravam de atirar;
Carvalho de AR viu vagabundo correndo,
Acertou a bunda dele,
E outro tava morrendo.
Não tinham pra onde fugir,
Bandido sem entender,
O chefe tava morto,
O negócio era correr.
Zinho estava perto,
E ouviu o cara gritar:
Mamãe me socorre que eles vão me capar.
Não adianta chorar,
Nem ficar de treta,
Foi o Helinho que falou,
Vocês vão falar com o capeta.
O pessoal da 25, nem queria saber,
Mandava aço nos otários,
Que choravam igual bebê.
Um cara com um G3,
No primeiro barraco entrou,
A moradora apavorada: Meu filho você se cagou!
O bandido suando frio, fedendo igual gambá, disse tia me dá papel,
Que eu quero me limpar.
Foi pra debaixo da cama, e começou a rezar;
Amanhã entro pra a igreja, essa vida vou abandonar.
Três foram pro mato e ficaram agachadinhos,
Enquanto dois choravam outro, peidava baixinho.
O mais folgado no lixo se escondeu;
Quando a Core chegou, pensou:
Agora fudeu.
Acho que vou ser veado, vida de bandido não dá.
Gostou tanto da idéia que começou a rebolar.
Assim acaba Bem-te-vi,
Enterrado no São João Batista,
Que na morte como na vida
Ta rodeado de artista.
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